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Galpão das Artes da Comlurb lança nova exposição: “Upcycling: Seu Lixo Vira Arte”

O Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino, da Comlurb, na Gávea, recebe, de 27 de agosto a 13 de novembro, a “Upcycling: Seu Lixo Vira Arte”, ...

24/08/2026 às 11h59
Por: Redação Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ
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A mostra fica em cartaz de 27 de agosto a 13 de novembro, na Galeria Contemporânea - Divulgação
A mostra fica em cartaz de 27 de agosto a 13 de novembro, na Galeria Contemporânea - Divulgação

O Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino, da Comlurb, na Gávea, recebe, de 27 de agosto a 13 de novembro, a “Upcycling: Seu Lixo Vira Arte”, exposição individual do artista e designer carioca David Dahis. São 15 obras — esculturas, miniaturas, mosaicos e luminárias — construídas inteiramente com materiais descartados.

Uma caixa de chocolates que virou o letreiro de uma boate em miniatura. Um iPad quebrado que voltou à vida como telão. Uma semente achada no chão e guardada por dois anos até virar globo de espelhos. Um lacre de caixinha de chiclete que hoje é protetor auricular de um operário de dez centímetros. Tudo iria para o lixo e virou obras nas mãos de David. O artista transforma plástico, metal, madeira e tecido descartados em esculturas, miniaturas, móveis e objetos únicos.

David recolhe boa parte do material na rua. Suas obras já foram exibidas em galerias e concursos no Brasil e no exterior. Ele defende o “upcycling” como caminho concreto de redução de resíduos e consciência ambiental. Enquanto a reciclagem desmancha o objeto para fazer matéria-prima, o “Upcycling” faz o contrário: mantém o objeto e o promove. E o que era embalagem vira escultura; o que era peça queimada vira luz. O objeto continua reconhecível — e é justamente isso que dá o choque. Na peça Foguete “SpaceX”, o rótulo do desodorante ainda está lá, legível, no corpo do objeto. No Shimon, o corpo do operário é um mouse de computador. Em nenhum momento o artista disfarça a origem. Ele expõe.

Cada obra de David vem acompanhada de uma lista de objetos — o que aquilo era antes — e de uma pergunta: onde foi parar cada um deles dentro da obra? As respostas não estão no painel. Estão num QR Code, que o visitante só escaneia depois de tentar. O resultado é fica-se de dois a três minutos diante de cada peça, procurando o caroço de pêssego que virou rosto, a soleira de mármore quebrada que virou estante, a tampa de pomada que virou rolo de papel higiênico. A exposição é gratuita.

SERVIÇO

Abertura: 27 de agosto, abertura de 11h às 15h
Visitação: De 28 de agosto até 13 de novembro, sempre de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Local: Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino — Av. Padre Leonel Franca s/no, Gávea (embaixo do viaduto Lagoa-Barra)
Entrada Franca
Informações aqui

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