
O dólar avançou para a faixa de R$ 5,22 nesta sexta-feira (14), enquanto o Ibovespa registrou a nona sessão consecutiva de queda. O movimento reflete uma combinação de saída de investidores estrangeiros, preocupação com o cenário fiscal brasileiro e incertezas sobre os juros nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana voltou a ganhar força diante do real e chegou a ser negociada acima de R$ 5,22 durante o pregão. Foi a quarta alta seguida, levando a cotação aos maiores níveis desde o início de julho.
Os valores do câmbio oscilam ao longo do dia. Por isso, a cotação apresentada nesta matéria corresponde ao momento de acompanhamento do mercado na tarde desta sexta-feira.
O Ibovespa recuou cerca de 1% e chegou à região dos 166 mil pontos. A sequência negativa acumulava perda superior a 6% e levou o principal índice da B3 ao menor nível desde janeiro.
O fluxo estrangeiro é um dos fatores de pressão. O saldo de investidores internacionais na Bolsa brasileira já estava negativo em mais de R$ 11 bilhões em agosto, segundo dados citados pelos veículos que acompanham o mercado.
No exterior, os operadores acompanham dados de atividade dos Estados Unidos e as expectativas para a política monetária do Federal Reserve. A possibilidade de juros americanos permanecerem elevados aumenta a busca por ativos considerados mais seguros e pode reduzir o interesse por mercados emergentes.
No Brasil, preocupações com a trajetória das contas públicas, o período eleitoral e as tensões comerciais com os Estados Unidos também afetam o apetite por risco. O rebaixamento da recomendação do JPMorgan para ações brasileiras, de posição acima da média para neutra, aumentou a cautela.
Uma alta persistente do dólar pode encarecer produtos importados, viagens internacionais e insumos usados pela indústria. A queda da Bolsa, por sua vez, afeta diretamente investidores em ações e fundos ligados ao mercado acionário.
Especialistas recomendam evitar decisões impulsivas em dias de forte volatilidade e considerar objetivos, prazo e tolerância a risco. Esta matéria tem caráter informativo e não representa recomendação de investimento.
Fontes: UOL Economia e Folha de S.Paulo.
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